domingo, 6 de abril de 2008

Tem ladrão no formigueiro!

Era muito tarde, a noite estava muito fria, as formigas dormiam tranqüilas, elas tinham trabalhado o dia todo carregando suas folhinhas, pequenos grãos que encontravam pelo caminho, e isso era todos os dias, nem sábado, nem domingo, e nem feriado, para elas era dia de ficar sem trabalhar. Mas quando começava a chover então elas vestiam seus agasalhos acendiam uma fogueira bem no meio do formigueiro, então os tocadores de viola começavam a tocar, e ali entravam o dia começava a noite e as formigas, só comendo, cantando e dançando. As vezes uma tiravam um tempinho para namorar, outras iam conversar com a vizinha, outras aproveitavam para dar uma geral na casa, e assim a vida no formigueiro era uma maravilha. Ninguém tinha preguiça, todas faziam um bom trabalho sem reclamar...

1- Miquinha era a formiga rainha mas ela era uma governadora muito bondosa. Cumprimentava todo povoado com muita simpatia todos falavam muito bem dela, pois ela trabalhava de modos que todos gostavam e se a vissem triste era porque estava doente ai todos ficavam preocupados e cada um queria fazer alguma coisa que pudesse alegrá-la. E os dias se passavam fazendo muito frio, um dia todo o formigueiro notou que Miquinha estava muito sumida...

2- Algumas outras formigas foram fazê-la uma visita e viram que ela estava com muita gripe, uma tosse que não parava, então depressa pegaram folhinhas de limão, de laranja de cidreira e fizeram um chá bem forte e gostoso e cuidaram tão bem de Miquinha que logo ela sarou e voltou para o seu trono novamente.

3- Que bom! O Sol voltou a esquentar de novo, então todos saíram para tomar um pouco de Sol, e aproveitaram para reabastecer a casa, afinal tinham de aproveitar todas oportunidades. Descobriram que em uma casa alguém haviam feito um bolo de chocolate todo coberto com chocolate granulado, e deixado em cima da mesa onde elas podiam atacar, há mais não deu outra coisa, rapidamente a fileira estava toda trabalhando, enquanto uns levavam, os pedacinhos do bolo outras já voltavam para buscar mais, hum! A que festa pra hoje a noite alguém disse. Afinal poderemos até fazer o aniversário da rainha com tanto bolo pois ela é tão bondosa para nós!

4- A noite depois de colocarem tudo em ordem arranjaram a mesa para a festa do aniversário, ai foram dormir....Hum! a que noite boa para dormir, quando estamos cansados a melhor coisa é a cama, mas de repente......alguém ouve um ruído muito estranho, era de um personagem que fazia muito medo só em ouvir.
Então a formiga rainha se levantou pé por pé e de repente deu um grito bem alto:
TEM LADRÃO NO FORMIGUEIROOOO!


5- Todos se levantaram menos as formiguinhas pequenas porque elas eram tão pequeninas que na correria poderia alguém ficar atropelada até mesmo pelo intruso que havia entrado no formigueiro.

6- Acenderam-se as luzes e começaram a procurar, de onde vinha o barulho... era um RATO daqueles bem pequeno que nós o chamamos de CAMUNDONGO, mas onde ele chega faz um estrago muito grande. Então a rainha deu ordens para os guardas de plantão atacarem o pequeno ratinho e o colocarem para fora pois ele não fazia parte daquela família tão unida. Crianças nunca devemos permitir que os vícios, mentiras as coisas que vem só para atrapalhar a nossa família, entre em nosso meio. A família é o nosso berço, é o nosso abrigo, é onde nós recebemos carinho é o meio que o Senhor Deus nos deu para viver. Ele não nos fez para vivermos isolados, mas ter como amigos nossos pais, irmãos, avós e todos da nossa família.

7- Mas e as formigas? O que será que aconteceu depois? Há! aí foram comemorar, já que as luzes foram acesas, todos estavam acordados, o bolo já estava na mesa, a formiga rainha estava de pé depois de um susto danado todos riram muito então cantaram: PARABÉNS PRA MIQUINHA ELA É NOSSA RAINHA A FORMIGA BONDOSA QUE NOS TRAZ ALEGRIA

E assim o dia amanheceu, todos no formigueiro mas uma vez acreditaram em MIQUINHA pois através da coragem dela todos foram salvos do perigoso ladrão. Com isso nós aprendemos que alguém tão corajoso que se chama JESUS veio a esta terra nasceu, cresceu e quando Ele era homem Ele deu a sua vida por todos nós, a Bíblia diz que o inimigo da nossas vidas veio para roubar, matar destruir, tudo que DEUS nos dá. Mas JESUS veio para tirar esse ladrão que se chama inimigo, perdoando nossos pecados e nos ajudando a ter coragem para fazer as coisas certas como nos diz a Bíblia: ( O senhor agrada-se dos que o temem...... Salmos 147. 11).


Autora – Neuza Luciano Vieira




CANTE COM AS CRIANÇAS:
Se com a família esta Jesus, é feliz o lar, é feliz o lar, é feliz o lar- 2x
É feliz o lar.
Se com o papai esta Jesus, é feliz o lar...
Se com a mamãe esta Jesus é feliz o lar...
Se com o irmãozinho esta Jesus é feliz o lar...
Se com a irmãzinha esta Jesus é feliz o lar...
Se com o neném esta Jesus é feliz o lar...

sábado, 29 de março de 2008

Se Jesus não tivesse vindo

Era véspera de Natal. Roberto colocou o sapato na porta do quarto e foi dormir. Ele não gostava de deitar-se logo após o jantar. Mas naquela noite estava ansioso para dormir. Queria acordar bem cedo no outro dia para ver os seus presentes. Todas as noites, sua mãe lia um trecho da Bíblia para ele. Naquela noite, ela leu algumas palavras que Jesus dissera aos seus amigos. Uma frase tinha ficado na mente de Roberto: "Se eu não tivesse vindo..."

Não fazia muito tempo que dormia, quando Roberto ouviu uma voz áspera e impaciente
dizer-lhe: "Levanta-te, já!. Está na hora de levantar."

Roberto levantou-se pensando que já era de manhã. Queria ver logo os presentes que papai noel trouxera. Vestiu-se apressado. Logo notou que seu sapato não estava no lugar onde deixara. Então, desceu a escada. Embaixo, tudo estava silencioso. Não havia ninguém lá para dizer-lhe "Feliz Natal". A avórve, os sininhos e as grinaldas de Natal tinham desaparecido. Ele foi olhar a rua. A fábrica, perto de sua casa, devia estar trabalhando, pois ouvia o barulho das máquinas. Correu até a porta da fábrica e deu uma olhadela para dentro.Viu logo o chefe sentado à sua mesa, com uma cara tão carrancuda!

- Por que a fábrica está trabalhando no dia de Natal? - perguntou Roberto.

- Natal? - repondeu o chefe àsperamente - Que você quer dizer com isso? Que é Natal? Nunca ouvi essa palavra.

- Natal quer dizer o aniversário de Jesus.

- Quem é Jesus? Que maluquice é esta? Não atrapalhe o nosso trabalho, menino.É melhor que você vá embora.

Roberto, espantado, foi correndo a outra rua, para olhar o comércio. Todas as casas de négocio estavam abertas. Os empregados das mercearias, dos bancos, das padarias, das lojas, estavam muito ocupados, com ar cansado e aborrecido.

O menino ia perguntando:

- Por que estão trabalhando no dia de Natal?

- Natal? Que é Natal?

- É o aniversário de Jesus - explicava Roberto. Mas todos lhe diziam com mau humor:

- Que Jesus é esse? Ora, não amole! Que tolice! Estamos muito ocupados, vá embora.

Roberto dobrou a esquina, pensando:

- Se Jesus não tivesse vindo... Vou à igreja. Vai haver lá um bonito culto de Natal.

Andou, andou... Chegando à rua da igreja, parou espantado, pois no lugar do templo, só havia um terreno vazio. "Parece que errei o caminho. Mas eu tinha certeza de que nossa igreja ficava aqui", disse Roberto consigo mesmo. Lá, no meio terreno, havia um cartaz com dizeres. Aproximando-se mais, ele leu: "Se eu não tivesse vindo..." Então o menino se lembrou das palavras que sua mãe lera para ele. Eram as mesmas da placa. E, triste, pensou: ''Oh, já sei. Jesus não deve ter vindo... É por isso que não há Natal nem igrejas."

Roberto pôs-se a andar para lá e para cá, desanimado. Então lembrou-se da caixa cheia de brinquedos que sua classe da Escola Dominical tinha mandado para o orfanato.I ria até lá ver a distribuição dos presentes. Mas quando Roberto chegou ao local, observou que, em vez do nome do orfanato no portão, estavam aquelas palavras: "Se eu não tivesse vindo..." Roberto passou pelo portão, mas viu que, em vez do edíficio, só havia o terreno vazio. Desorientado, Roberto continuou a andar. Na estrada encontrou um velinho que parecia muito doente. Ele lhe disse:

- O senhor está doente, não está? Vou depressa ao hospital pedir que mandem uma ambulância para buscá-lo.

Mas quando ele chegou ao lugar do hospital, não havia lá nenhum dos enormes edíficios. Aqui e ali, ele viu placas e cartazes com as palavras: "Se eu não tivesse vindo..." Aflito, Roberto dobrou outra esquina e seguiu para o abrigo de velhinhos, pensando: "Lá, no abrigo, o velhinho pode ficar em segurança". Mas, em cima do portão, em vez do nome do abrigo, estavam as mesmas palavras: ''Se eu não tivesse vindo..." Dentro da casa havia homens de cara fechada, jogando e dizendo nomes feios.

Roberto voltou para casa apressadamente, a fim de pedir explicaçao ao pai e a mãe, sobre aqueles acontecimentos. Ao atravessar a sala de visitas, parou para procurar na Bíblia aquelas palavras que ele via agora em toda a parte: "Se eu não tivesse vindo..." Folheou a Bíblia e só encontrou o velho testamento. Depois do livro do profeta Malaquias, as páginas estavam em branco. Não havia o Novo testamento. Apenas, no pé de cada página, estavam as palavras: "Se eu não tivesse vindo..."

Roberto deu profundo suspiro e ficou pensando:

- Que mundo terrível este! Não há igrejas, nem orfanatos, nem hospitais, nem abrigos para velhinhos, nem amor no coração das pessoas. Que tristeza! Por toda parte só vejo cadeias, casas de jogo, carros de polícia, doenças e tanta coisa ruim! Tudo por isso porque Jesus não veio!

Mas, neste momento, um alto-falante começou a tocar as lindas músicas de natal. Roberto prestou atenção. Era mesmo o mas lindo hino de natal que o alto-falante, lá na torre da igreja, estava tocando: "Noite de Paz! Noite de Amor''. E ele ouviu a voz alegre de sua mãe dizendo:

- Bom dia, Roberto. Feliz Natal!

Roberto deu um pulo da cama, e muito feliz de verdade , compreendeu que tudo aquilo tinha sido sonho. Ajoelhou-se, com o coração batendo de tanta alegria, fez esta oração:

- Oh! Senhor Jesus, graças te dou porque vieste! Graças te dou pelo teu Natal!


Histórias para você
Coleção Gertrude G. Mason

Um amigo na segunda milha

Rúben era um menino Judeu que morava na Palestina, no tempo em que Jesus vivia lá, ensinando e ajudando o povo. Um dia, Rúben estava sentado perto da grande estrada que dava esquina com outras estradas. Dali, podia ver bem as pessoas que viajavam. Algumas passavam a pé, outras montadas em burros. Viu também uma grande caravana de camelos, conduzindo enormes cargas.

Rúben, sentado á beira da estrada, tudo observava e dizia consigo: "Um dia eu também vou viajar. Irei até o grande mar, mas não pretendo parar por lá; quero conhecer o mundo todo". Naquele momento ele notou uma pessoa andando sozinha, com um saco bem grande ás costas.
"É um soldado romano", pensou Rúben, "Conheço pela roupa odeio os romanos! Eles tiram a nossa liberdade. Somos obrigados a pagar impostos ao seu governo e a obedecer às suas leis, odeio todos romanos".

O soldado tinha chegado bem perto dele, parou, e deixou cair o saco no chão. Ficou descansando um pouco enquanto olhava as pessoas que passavam na estrada. Rúben continuou a olhar para o soldado, mas sempre com pensamento de ódio. Naquele momento, o soldado virou - se para apanhar o saco e viu Rúben sentado ali perto.

- Ei ! Venha cá, menino! - chamou ele.

Rúben se assustou e teve vontade de correr, mas ninguém ousava desobedecer a um soldado romano.

Bem devagar, aproximou-se dele. O soldado apontou- lhe o saco.

- Você vai carregá-lo para mim.

Rúben sabia que não havia outro jeito, conhecia a lei romana. Um soldado romano podia obrigar qualquer homem ou menino judeu a carregar sua bagagem por uma milha na direção em que viajava. "Mas irei só uma milha", pensou Rúben bastante zangado, enquanto apanhava o saco. O saco era pesado, mas ele era forte. Rúben tinha vontade de jogar o saco longe... Como odiava aquele soldado. Mas nada podia fazer a não ser andar atrás dele, com seus maus pensamentos.
"Mas é somente por uma milha. Ele não pode obrigar-me a dar um só passo além da milha, como a lei diz. Somente uma milha... uma milha", dizia o menino enquanto andava.

De repente, lembrou-se de outro dia quando ele, com alguns de seus amigos, andavam pela mesma estrada procurando um mestre chamado Jesus, que estava ensinando ao povo. Eles o encontraram numa colina , rodeado de uma multidão, e pararam para escutá-lo.
Mas porque estou pensando em Jesus agora? Oh, já sei. Ele tinha falado alguma coisa sobre milhas... O que foi que Ele disse sobre uma milha? Rúben continuava andando e a pensar: " Eu me lembro agora o que Jesus disse: Se alguém mandar você ir uma milha, vá com ele duas milhas. Sim, foi isso que Jesus disse. Rúben não tinha prestado muita atenção aos ensinamentos de Jesus naquele dia, mas agora se lembrava de outras coisas que Ele ensinou. "Amai os vossos inimigos... fazei bem aos que vos odeiam... se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas". Rúben estava pensando tanto que nem notou que o soldado tinha parado.

- Você já andou uma milha. Dê-me o saco. - disse o soldado.

- Não, vou mais adiante. Nem parece que andei tanto. O saco nem parece que está pesado. Respondeu Rúben, sem mesmo compreender porque falava assim.

O soldado olhou para Rúben, e pela primeira vez Rúben viu o rosto dele. Era bastante jovem e parecia muito cansado.

- O senhor já viajou muito? - perguntou o menino.

- Muitas e muitas milhas. - foi a resposta.

- E ainda tem que viajar muito?

- Vou a Roma. - respondeu o soldado.

-Tão longe! - disse Rúben - Então deixe-me levar o saco mais outra milha.

- Muito obrigado ! Você é muito bondoso. - respondeu o soldado.

Os dois continuaram a caminhar, agora juntos, conversando. Rúben tinha a imprensão de que conhecia o soldado há muito tempo, e falava com ele sobre sua familia e sua casa e o soldado contava histórias de viajens. O tempo passou muito depressa. Finalmente o soldado perguntou:

- Diga-me uma coisa. Por que você se ofereceu para levar o meu saco mais outra milha?

Rúben hesitou.

-Eu nem sei bem. Deve ter sido por causa de alguma coisa que Jesus falou sobre milha.

Então contou ao soldado o que tinha acontecido.

- Coisa estranha, disse o soldado pensativo. "Amai os vossos inimigos"! Este é um ensinamento duro. Eu gostaria de conhecer este Jesus.

Tinham chegado ao alto da colina e Rúben olhou para trás, para o caminho por onde voltaria a casa.

-Devo voltar agora. - disse.

O soldado tomou o saco, colocou-o nas costas, e apertou a mão do menino, e dizendo:

- Adeus, amigo.

- Adeus... amigo. - respondeu Rúben com um sorriso.

Enquanto andava de volta para casa, as palavras de Jesus continuavam na mente de Rúben: "Se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas".

"E isso dá resultado"! Pensou Rúben. "Andei uma milha acompanhando um inimigo... Andei a segunda milha e encotrei um amigo".

Histórias para você
Coleçao Gertrude S. Mason

domingo, 23 de março de 2008

Luz que brilha

O dia estava muito frio e úmido. O sol estava atrás de nuvens escuras e o vente forte levava a chuva fria e fininha constantemente conta a janela. Rute estava com seu narizinho achatado conta a janela olhando para a chuva que caía lá fora. "Que dia mais chato", pensava ela. Ninguém podia brincar com ela, estava ali tão sozinha... Papai estava trabalhando no escritório, mamãe estava com dor de cabeça, e o nenê, sua pequena irmãzinha, já estava chorando há um bom tempo.

Rute estava pensando se pelo menos a vovó estivesse ali, então tudo seria melhor. Então lembrou do que vovó tinha lhe dito uma vez: "Se a gente ler de manhã, bem cedo, um trecho da Bíblia e depois tentar viver o dia todo de acordo com aquilo que a gente leu, nunca se tem tempo para se sentir sozinha ou triste, e além do mais não se tem o problema de não ter o que fazer." Pensando nisso, Rute foi buscar o seu Novo Testamento. Tinha tempo de sobra para estudar o seu versículo para a escola dominical. Depois de algum tempo ela encontrou o evangelho de Mateus e leu ali no capítulo 5: "Vós sóis a luz do mundo; não se pode esconder a cidade edificada sobre o monte, nem se acende uma lâmpada para colocá-la na bacia, mas no velador, para alumiar a todos os que estão na casa. Assim, brilhe também a vossa luz diante dos homens...".

Rute ficou pensando... O dia está tão triste e cinzento. Será que não deveria trazer um pouco de luz a todos os que se encontram em casa? O nenê continuava chorando. Rute foi até o quartinho dele, levantou cuidadosamente a irmãzinha do seu berço, tomou-a nos braços e a carregou por um tempo para que ela pudesse arrotar. Quando depois ela a pôs de volta no bercinho, logo começou a dormir sossegadinha. Logo depois, Rute foi até o quarto da mamãe. Ela estava deitada com muita dor de cabeça. Quando Rute entrou, mamãe disse: "Filhinha, foi tão bom que você acalmou o nenê. Eu não consigo nem levantar a minha cabeça, não estou me sentindo nada bem.
Rute ficou muito contente com o elogio. Correu então até o banheiro e voltou com um pano úmido. Colocou-o sobre a testa da mamãe. Depois puxou as cortinhas para que ficasse escuro no quarto e saiu em silêncio. Mamãe sorriu para ela: "Minha filha querida! Obrigado!" Aí, Rute se lembrou do quartinho de brinquedos que estava completamente desarrumado com brinquedos por todos os cantos. Foi para lá e logo, logo, cada coisa estava em seu lugar. Tudo arrumadinho! Depois ela foi para a cozinha. A esta altura já era quase 5 horas e a qualquer momento papai deveria chegar do trabalho. "Ele deve ficar contente de ver que eu pus a mesa para o jantar também". pensou Rutinha. Mal estava pronta, chegou papai. Quando ele viu tudo arrumadinho e percebeu que Rute tinha feito tudo sozinha, disse: "Meu pequeno raio de sol. Você trabalhou mesmo, hem? Muito bem! Assim que se faz".

E então, quando a mamãe se sentiu um pouco melhor, e pode levantar, o nenê estava descansado e contente. O papai pegou o nenê no colo e ficou ali brincando com ele. Todos estavam contentes e tudo estava tão diferente do que há algumas horas atrás. Mesmo que o céu continuasse cinzento e a chuva e o vento continuavam, no lar de Rute brilhava o sol do amor, da paz e da vontade de uma menina que fez que o Senhor Jesus disse: "Vós sois a luz do mundo... Assim brilhe a vossa luz, para que vendo as vossas obras, glorifiquem a vosso Pai que está no céu."

Extraído da Revista Evangélica "Der beste Freund"

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

A primeira Páscoa

Há muito tempo atrás, numa terra bem distante do Brasil, num lugar chamado Egito, morava uma garotinha chamada Aninha.

Ela morava em uma casa pequenina, juntamente com os pais e seus irmãos.

Todos os dias, na casa de Aninha, tinha que se trabalhar muito. Eles eram escravos...

Você sabe o que é ser escravo? É trabalhar, trabalhar, trabalhar e não ter um salário.
Ai... Ai... Ai... Ai... Aiii - Se eles não trabalhassem eram duramente repreendidos pelos egípcios e muitas vezes levavam castigos e até mesmo chicotadas.

A família inteira de Aninha eram escravos, por isso, logo cedo, a família tinha que levantar cedinho, colher palhas no campo, fazer tijolos. E era uma correria. Não dava nem tempo de descansar. Os capatazes viviam a castigar quem não produzisse muitos tijolos. Aninha não queria que seu pai e sua mãe fossem castigados, por isso, ajudava-os em tudo o que eles pedissem, principalmente colhendo palhas no campo, que era sua especialidade.

Mas... naquele dia, Aninha, ao acordar cedinho, ouviu um béeeee... Era um cordeirinho bem branquinho. A mamãe falou que tinha separado ele para mais tarde, assá-lo. Aninha ajudou a mãe no serviço de casa, e foi ao campo pegar palhas e aproveitou para separar ervas amargas que a mãe tinha pedido. Ela ainda não tinha entendido ainda sobre a festa que ia ter... como era o nome mesmo? Tinha esquecido. Foi ao campo e achou as ervas que a mãe tinha pedido para buscar e voltou para casa rapidamente. E trabalhou o dia inteiro, sem saber que naquela noite, algo iria acontecer.

A mãe havia preparado pães sem fermento naquele dia... Por que será? Mas... mesmo assim eram bem gostosos. O dia foi passando e a tardezinha, o cordeirinho foi morto... Pegaram um pouco do seu sangue do cordeirinho e com uma esponja, passaram no batente da porta.

Aninha já tava muito curiosa com tudo aquilo e perguntou:

- Pai... por que o senhor ta passando sangue no batente da porta?

- É que nessa noite passará um destruidor nesse país.O papai respondeu.

- E o que é destruidor? perguntou Aninha.

- É o anjo da morte que passará em todas as casas e matará todos os primeiros filhos dos Egípcios. Na casa onde houver o sangue na porta, não acontecerá nada. O papai respondeu.

- Então seremos poupados desse destruidor, papai? - perguntou Aninha.

- Sim, minha filha. Porque Deus nos orientou que se fizéssemos isso, nada aconteceria a nós.O papai respondeu.

Aninha suspirou aliviada. Bem de noitinha, comeu um pedaço do cordeirinho assado, com pão que a mãe fez e um pouquinho das ervas amargas. Quando ouviu o pai dizer:

- Essa foi a nossa primeira festa de páscoa. E hoje Deus vai nos libertar da escravidão.

Aninha ficou pensando... pensando... queria tanto ser uma menina como as meninas egípcias que eram livres, que brincavam, que podiam ir a escola. Ela tinha que trabalhar sempre. Será que seria livre mesmo?

E assim Aninha foi dormir, mas teve que acordar no meio da noite, porque eles tinham que sair do Egito.

Agora eles não eram mais escravos, mas livres.

Deus tinha os libertado da escravidão e agora eles iam morar em uma outra terra diferente. Eles iam para Canaã - a terra prometida. E Deus iria guiá-los para essa nova terra.

Muitos anos, mas muiiiiitos anos mesmo, se passaram e Aninha já nem existia mais, mas a terra de Canaã ainda existia e se chamava Judéia, aconteceu algo muito interessante.
Sabe... o pessoal de lá estava comemorando uma festa. Sabe que festa era? A mesma que Aninha tinha comemorado naquela noite em que foi liberta.

Quem lembra o nome? Era a festa da páscoa.

Sabe quem estava comemorando esta festa? JESUS.

E sabe o que tinha na festa de páscoa de Jesus? O vinho e o pão.

E o cordeiro???? Onde estava?

Vou tentar relatar o que Jesus disse durante a festa para você entender melhor

- Como desejei comer essa páscoa com vocês, antes que eu morra...

Ele pegou o pão, agradeceu a Deus e disse para seus discípulos que aquele pão era o corpo dele. Ele pegou o vinho e disse que aquele vinho era o sangue que Ele derramou por nós.

Sabe... fiquei pensando... onde está o cordeirinho da páscoa? Descobri que Jesus era o cordeiro de Deus que tirou o pecado do mundo.

Como o cordeirinho de Aninha, que morreu, derramou seu sangue para evitar que o destruidor destruísse a vida da Aninha, assim foi Jesus. Ele morreu, derramou seu sangue e evitou que a gente fosse destruído pelo anjo da morte.

A partir daí, não precisou mais de morrer cordeirinhos, porque Jesus é o Cordeiro perfeito. E o mais legal disso tudo é que Jesus morreu, derramou o seu sangue por nós e não ficou morto. ELE RESSUSCITOU.

E essa é história da verdadeira páscoa. O pessach em hebraico significa passagem.

Passagem da escravidão para a libertação.

E com Jesus não é diferente.

Passagem da escravidão (vida sem paz, sem alvos, sem expectativa e sem Jesus) para a libertação (vida com objetivos, com paz , completa em Jesus).

Passagem da morte para a vida - porque Cristo nos dá a vida. Só Ele pode dar isso, porque Ele ressuscitou!!!

FELIZ PÁSCOA PRA VOCÊS!!!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

A bondade

Lá no Congo, havia um cacique muito mau, tão mau que vocês nem podem imaginar. Ele era dono de um menino. Garoto sem pai nem mãe. Fraquinho e sendo obrigado a trabalhar sem parar. Era magrinho. Também não comia. O cacique quase não dava comida pra ele. E gritava:


- Trabalhe mais depressa, vamos! - E tirava um chicote e batia no pobrezinho.


Não podendo quase andar, o cacique raivosou mandou que fizesse uma coisa tão terrível, mas tão terrível para o menino, que vou até falar baixinho: mandou tirar a pele do menino! Vocês sabem quanto dói um machucado, não é? Pois o menino ficou sem pele! Foi jogado no mato para morrer. O coitadinho chorou, soluçou e, quando batia o vento, ardia todo o corpinho. Ele ficou horas ali, soluçando.


Mas aconteceu que um missionário ouviu o soluço e foi atrás. Achou o menino e ficou com muita pena. Abaixou-se e não sabia o que fazer.


- Menino, como se chama?

O pobrezinho abriu os olhos, apavorado, mas encontrou outros olhos meigos e uma voz suave que lhe disse:


- Eu vou cuidar de você, não tenha medo!


O missionário Bently, com muito cuidado, pegou o menino nos braços e o levou para sua casa. Nem sabia como fazer para cuidar dele. Mas com a ajuda de Deus conseguiu alguma melhora. O garoto quando pôde perceber as coisas e levantar-se um pouco, ficou maravilhado. Estava numa cama limpinha, o travesseiro era macio e mais, traziam para ele, ele que era escravo, mingau na cama, e quantas vezes o missionário mesmo lhe dava na boquinha. Por um milagre o menino conseguiu ficar melhor, mas não podia entender tanta bondade. Então o missionário lhe disse:


- Jesus é seu melhor amigo. Jesus cuida de você e Ele um dia pode levá-lo ao céu. No céu só há alegria. Não há dor, nem injustiça, nem fome.


Cada palavra que o missionário falava era engolida pelo menino.


- Jesus morreu numa cruz, pregado no meio de ladrões, só por amor a você.


O garoto chorou.


- Eu quero conhecê-Lo!


- Você não pode vê-Lo, mas Ele está aqui, em toda parte. Quem se entrega para Ele, Ele toma conta, limpa com o sangue que Ele derramou na cruz, todos os pecados.



Interessante! Não foi preciso mais nada e o menino desceu da cama e ajoelhou-se... E com o rostinho brilhando e lágrimas de alegria nos olhos, falou:


- Jesus, eu também te amo.


O menino começou, com bons tratos, a ficar fortinho.


Um dia, quando o missionário havia saído, o cacique, sabendo que o garoto estava bom, logo o pegou e o obrigou a trabalhar muito, muito mesmo. E ainda lhe deu uma surrra. Toda a tribo ficou revoltada. Saíram à procura do missionário. Quando ele chegou, entrou no quintal do cacique, rodeado de muitos nativos e viu o menino quase morto outra vez... Tomou-o nos braços. E o garoto, com voz muito fraca, falou:


- Missionário!


Todos, em silêncio, chegaram bem perto.


- O senhor me ensinou o caminho para o céu. Obrigado. Estou indo para lá! - e sorriu - Ninguém mais vai poder me maltratar. Vou com Jesus, Ele é meu amigo...


E morreu. Houve muito silêncio. Todos olhavam para o missionário. Ele pegou 40 metros de pano e começou a embrulhar o corpinho do menino. Quanto mais importante era a pessoa naquela tribo, com maior quantidade de tecido ela era enrolada. Nunca ninguém foi enrolado com 40 metros de tecido. Todos ficaram admirados. Era uma quinta-feira.


No domingo, o missionário estava na sua igrejinha com um grupo de crentes, quando entraram muitas pessoas e, na frente, o cacique. Sentou-se e ouviu tudo. O missionário perguntou:


- Há alguém aqui que quer mudar de vida e ser de Jesus?

Imediatamente o cacique se levantou e foi lá na frente, e disse:

- Eu quero. Não entendo muito bem o que o senhor fala, mas entendi o que o senhor fez. Se esse Jesus é como o senhor, eu quero ser dEle. Ele faz a gente fazer coisas boas.


E o cacique ficou ajoelhado muito tempo. E toda a tribo se ajoelhou. Assim o cacique e sua tribo aceitaram Jesus como Salvador. Que as pessoas possam ver Jesus em nós.

Fonte: Tia Ester

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Pedrinho, um missionário

Pedrinho era um menino muito especial, pois todas as vezes que seu pai viajava quase sempre ele ia junto. O pai de Pedrinho falava:

-Pedrinho! Arrume as suas malas que vamos fazer outra viagem.

-Oba! Que legal! - diz Pedrinho com um sorriso bem aberto - Papai, pra onde nós vamos?

- Nós vamos fazer uma visita ao missionário que trabalha na Tailândia.

Chegando à Tailândia, o missionário os está esperando no aeroporto.

- Papai, olha o tanto de carros. Eu nunca vi tantos carros juntos assim!

- É verdade Pedrinho! Aqui é assim mesmo, quase não dá para andar de tanto carros.

Pedrinho estava super contente com a viagem, porém estava confuso em ver tantos carros e casas juntinhas e pequeninas. Pedrinho, seu pai e o missionário entraram numa casa onde a missionária fazia evangelismo.

- Papai, por que tantas crianças assim juntas?

- Elas estão aqui porque não têm casas.

- E seus pais?

- Filho, depois você me faz estas perguntas.

Até o pai de Pedrinho já estava confuso em ver tantas crianças juntas. De longe Pedrinho vê uma criança que estava muito doente. Ele chega perto dela e pode ver a tristeza daquela criança, sozinha, doente e sem os seus pais. Pedrinho olha para os lados e percebe que o lugar estava sujo, não tinha pessoas suficientes para ajudar aquelas crianças e a única coisa que podia fazer era dar seu lanche para ela.

- Você quer meu lanche? A criança não entendia a lingua de Pedrinho. -Toma! (Pedrinho tira o lanche e dá para crinça doente).

O pai chega e diz:

-Vamos, meu filho, está na hora de voltar.

Pedrinho sai e nem fica sabendo o nome da criança.No caminho de volta o menino não dá nenhuma palavra.Todos estavam tristes em ver aquelas crianças sozinhas e doentes naquele lugar.

- Papai por que todas aquelas crianças estão sozinhas?

- Os pais de algumas morreram, outras foram abandonadas e algumas estão em tratamento.

Pedrinho não podia pensar em outra coisa a não ser nas crianças daquele lugar.

- Papai, o que podemos fazer por aquelas crianças?

-Não podemos fazer nada!

Pedrinho ficou indignado com seu pai e com a situação.

- Filho,vai dormir que amanhã vamos viajar...
- Boa noite, papai.

Pedrinho ora: Senhor Deus, eu lhe peço que ajude aquelas crianças enfermas. Que o Senhor as cure de toda doença e que a sua paz esteja com elas. Em nome de Jesus. Amém!

No dia seguinte Pedrinho tem uma idéia e comunica no café da manhã.

- Papai sabe o que podemos fazer? Vamos falar das crianças em nossa igreja e descobrir quem quer vir a Tailândia ajudar a cuidar delas.Vamos falar de tudo que vimos aqui e pedir a Deus mais pessoas para vir trabalhar. E quando eu crescer, pai, vou ser um missionário aqui.

- Muito bem, meu filho, vejo que você aproveitou bem a sua viagem. Agora vamos que já estamos atrasados, temos que voltar ao Brasil.

- Outra coisa papai: Eu quero dar minha mesada para os missionários que estão trabalhando aqui todos os meses quero contribuir.

-Muito bem meu filho, a junta de Misões tem um programa de adoção missionária. Você pode adotar um missionário e ser um missionário sustentador e, desse jeito, contribuir para a obra missionária.

-Legal, pai, assim eu vou poder contribuir, orar e, quando crescer, ser um missionário.

- Isto mesmo, meu filho, estou orgulhoso de sua decisão.

Depois daquela viagem Pedrinho sempre contribuia, orava e lembrava daquelas crianças. Ele sempre pensava nelas porque nunca tinha visto algo igual. Era tanto sofrimento, tantas crianças sem pais, sozinhas e doentes. Pedrinho aprendeu que Jesus quer ajudar os que não têm paz e que ele também pode orar e fazer algo por aqueles que sofrem.

Extraído da Revista Crianças e Missões

domingo, 10 de fevereiro de 2008

A formiguinha e a neve

Para ouvir esta história, feche os olhos e imagine uma cidade bem bonita. Uma cidade onde bicho fala e homem entende. Nessa cidade, havia uma formiguinha que trabalhava sem parar. Ficava o dia inteiro procurando alimento para que quando o inverno chegasse ele não lhe faltasse. Nos dias difíceis de trabalho, a formiguinha se alegrava com o canto da cigarra. "- Como é bom ouvir dona Cigarra cantando!" Um dia, sabendo que o inverno estava quase chegando, ela correu para buscar uma última folhinha que havia deixado perto de uma árvore. No caminho, de repente, caiu um floco de neve bem em cima do seu pezinho. E a pobrezinha ficou presa! Desesperada, sem saber como soltar o seu pezinho, ficou com medo de morrer de fome ou de frio e começou a gritar: "- Socorro! Quem vai me libertar deste floquinho de neve?".

Foi quando viu o Sol no alto do céu e pediu: "- Ó! Sol, você que é tão forte, por favor, derreta a neve e desprenda o meu pezinho..." O Sol respondeu: "- Pobre Formiguinha! Eu não sou tão forte. Mais forte do que eu é o muro, que impede os meus raios luminosos e quentes de passar!". A formiguinha virou-se para o Muro e disse: "- Ó! Muro, já que o senhor é tão forte, que tapa o Sol, que derrete a neve, por favor, desprenda o meu pezinho!". O Muro virou-se para a Formiguinha e disse: "- Pobre Formiguinha, nada posso fazer! Mais forte do que eu é o Rato que me rói!. Desanimada, a Formiguinha viu um rato, apressado, passando bem perto do muro e implorou: "- Ó Rato, me ajude! O senhor que é tão forte, que rói o Muro, que tapa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho!". O Rato, seguindo o seu caminho apressadamente, fugindo do frio, respondeu: "- Pobre Formiguinha, mais forte do que eu é o Gato, que me come!".

Já com poucas forças, a Formiguinha avistou o Gato: "- Por favor, senhor Gato, me socorra. O senhor que é tão forte, que come o Rato, que rói o Muro, que tapa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho!". O Gato, caindo de sono, respondeu: "- O Cão é mais forte do que eu. Ele vive me perseguindo". Desanimada, sem saber como sair dali, viu que um cão passava por perto: "- Por favor, senhor Cão, você que é tão forte, que corre atrás do Gato, que come o Rato, que rói o Muro, que tapa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho!". O Cão, sem dar muita atenção à Formiguinha, respondeu: "- Mais forte do que eu é o Homem, que me bate". Já perdendo a coragem de viver, sentindo o frio aumentar, viu um homem vindo ao longe. Quando ele chegou perto, ela implorou: "- Por favor, Homem, você que é tão forte, que bate no Cão, que persegue o Gato, que come o Rato, que rói o Muro, que tapa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho!". O Homem, sentado em uma pedra, preocupado só com a sua vida, respondeu: "- Mais forte do que eu é a Morte, que me mata!".

Já bem fraquinha e com muito medo, viu dona Morte se aproximar e implorou: "- Dona Morte, a senhora que é tão forte, que mata o Homem, que bate no Cão, que persegue o Gato, que come o Rato, que rói o Muro, que tapa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho!". E dona Morte, sem nenhum sentimento, respondeu: "- Mais forte do que eu é Deus, que me governa!". Percebendo que ia morrer, a Formiguinha abaixou a cabecinha e começou a orar baixinho: " - Meu Deus, o Senhor que é tão forte, que governa a Morte, que mata o Homem, que bate no Cão, que persegue o Gato, que come o Rato, que rói o Muro, que tapa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho!". Deus, que tudo ouve e a todos socorre, mandou que a primavera chegasse, enchendo os campos de flores e o céu de luz e brilho. Vendo a Formiguinha quase morta de tanto frio, colocou-a entre as suas mãos e lhe fez um carinho. Depois, levou para o seu reino onde não havia inverno, onde o sol brilhava todos os dias, enchendo os campos de flores, de alegria e de paz. E esta história entrou no ouvido e saiu no meu coração...

Adaptação da história feita pelas autoras da coleção de livros “Baú do Professor – Histórias e Oficinas Pedagógicas"

sábado, 9 de fevereiro de 2008

A paz está em Jesus... Os amigos precisam conhecê-Lo

Certo dia quatro homens foram procurar Jesus. Eles carregavam um amigo que não podia andar. Aqueles homens sabiam que Jesus podia curar o seu amigo e lhe dar nova vida. Quando eles chegaramà casa onde Jesus estava tiveram um problema, o lugar estava tão cheio de gente que eles não puderam entrar. Eles queriam muito que seu amigo conhecesse Jesus, então pensaram muito e tiveram uma idéia.

Levaram o amigo até o telhado. Desceram o homem pelo buraco, bem na frente de Jesus. Quando Ele viu o homem doente descendo pelo telhado alegrou-se com a atitude dos seus amigos e disse: "-Levanta-te. Pegue a sua cama e vá andando para sua casa". O homem se levantou e andou, Jesus perdoou os pecados daquele homem. Todos que estavam na casa ficaram espantados. Eles louvaram a Deus pelo que viram.

Aquele homem doente não poderia ir se encontrar com Jesus, mas os seus amigos o levaram para conhecer Jesus. Então ele foi curado e teve os seus pecados perdoados. Muitos de nossos amigos precisam conhecer Jesus. Nós podemos lhe contar as histórias da Biblia e lhes falar da paz que Jesus pode lhes dar.
Extraído da Revista Missões Estaduais

A paz está em Jesus... Todas as famílias devem saber

Quando falamos em missões, sempre nos lembramos de pessoas distantes, povos de outro lugar, missionários trabalhando, enfrentando obstáculos e dificuldades, ou de alguém que gostariamos que conhecesse Jesus. Não é mesmo? Mas hoje quero que você pense em sua familia. Isso mesmo, em seus queridos. Em que você tem contribuido para que sua familia saiba que a paz está em Jesus? Você tem um papel muito importante na sua familia. Falar da paz de Jesus é dever de todos.

Certa vez Jesus entrou na cidade de Jericó e uma grande multidão o seguia. Havia um homem de nome Zaqueu, rico, um maioral dos publicanos, era injusto com todos e levava o povo a sofrer. Ele queria ver Jesus. Era um homem baixinho e não conseguia ver nada no meio de tanta gente, então resolveu subir em uma árvore esperar que Jesus passasse por ali. As pessoas se espremiam, apertavam, empurravam, era muito difícil se aproximar Dele, pois sabiam que era um homem milagroso e poderoso.

Jesus andava e observava tudo e todos. Ao passar por uma árvore, olhou para cima, viu Zaqueu, e disse o nome dele: "- Zaqueu, desce que hoje vou me hospedar em sua casa". Meio assustado, Zaqueu desceu rapidamente e atendeu a palavra de Jesus. Zaqueu pensava: "Como ele sabe meu nome?" O povo murmurava: "Como Jesus pode se hospedar na casa de um pecador, injusto, ladrão e avarento?" Diante disso, Zaqueu se arrependeu e disse a Jesus: "- Senhor, darei aos pobres a metade de meus bens, e se roubei alguém, devolverei 4 vezes mais". Então Jesus disse: "- Hoje a salvação chegou a esta casa".

Conclusão: Certamente, Zaqueu e sua família eram infelizes, sendo ricos com a aflição dos outros. Não tinham paz. Jesus levou paz àquela casa, paz que transforma vidas. Faça como Jesus, o maior missionário. Fale de seu amor para todos os seus queridos e deixe Jesus usá-lo em sua obra.

Extraído da Revista Missões Estaduais

A paz está em Jesus... Os vizinhos precisam saber

Em um lugar bem distante daqui, havia um menino chamado Carlinhos que surpreendeu a muitos com sua atitude. Carlinhos, desde pequeno, sempre ia à igreja com seus pais, participava dos cultos, acampamentos, classes, EBF, assim como vocês. Certo dia, aconteceu algo muito triste na vida dele: ao voltarem de um passeio de carro com a família, houve um grave acidente, e seus pais morreram. Carlinhos ficou muito machucado. Depois que saiu do hospital, sem parente próximo, foi morar na casa de uma tia distante. Essa tia não gostava muito da idéia de cuidar de um menino aleijado. Ela arranjou um quartinho para ele no alto da torre de sua velha casa.

Trocava o menino, dava comida, deixava perto da cama dele água e algo para comer, dizendo que queria sossego. Saía e não aparecia mais. Todo o dia acontecia a mesma coisa. Carlinhos sofria pela situação, pelo abandono e a saudade de seus pais que tanto o amavam. Ele não se esquecia de nada que seus pais o ensinaram. Um dia, um colega foi visitá-lo, ele ficou muito feliz e pediu para seu colega uma Bíblia. O colega perguntou: "- Mas uma Bíblia?" Carlinhos respondeu: "- Sim, e bastante papel e lápis. Sabe, sou muito sozinho e não tenho nada para fazer". O colega trouxe tudo para ele. Carlinhos passou a ler a Bíblia como nunca, era sua companhia todo o tempo. Ele ainda se lembrava de muita coisa que fazia e ouvia na igreja. Escrevia muito do que lia.

Até que um dia, ele lendo: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho...” Ficou muito triste ao ver sua realidade. “Como irei?” Até que teve uma idéia... “Vou escrever versículos, fazer aviões e jogar pela janela. Alguém vai ler e eu estarei levando a Palavra de Jesus”. E assim ele fez. Fazia tantos quanto agüentava e ainda achava pouco. Carlinhos passou a ser um menino mais feliz, pois estava fazendo algo por Jesus. Muitos foram conhecer aquele menino e se admiravam com tanta disposição e prazer de servir a Jesus.

Extraído da revista Missões Estaduais

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

O melhor sou eu

As plantas viviam sem entender, era uma confusão quando se encontravam porque cada uma queria ser melhor que a outra. Às vezes algumas ficavam tristes porque não queriam ofender a companheira, eram educadas, mas enquanto isso, havia algumas que não se importavam muito de falar e o colega ficar triste. Existem pessoas assim também vocês já viram? Como é ruim quando as pessoas ficam tristes por nossa causa. Devemos evitar fazer isso. E naquele lugar tinha muita fruta mas...

Um dia uma linda árvore de longos galhos, cheia de flores coloridas, sua sombra abrigava os animais em seus galhos pousavam lindos pássaros e na época certa ela produzia frutas que os pássaros comiam. Assim, a sua utilidade era enorme, e ela se sentia feliz por isso. Um dia algumas daquelas frutas estavam conversando debaixo da grande Árvore, cada uma querendo mostrar melhor seu trabalho, quando a grande e frondosa Árvore disse: “Aqui quem tem que dizer que é melhor sou eu! Eu que faço sombra, oxigênio, tenho longos galhos, sou eu que faço com que nas casas de ricos e pobres tenham portas, moveis, e tudo que é feito da madeira. Acho que sem mim tudo fica mais difícil.”

A Maçã, linda , elegante e vermelha, que já aguardava sua vez, se colocou de pé e disse: "Nada disso a melhor aqui sou eu, ou vocês acham que eu seria boba de ficar calada? Pois sou eu que ajudo cuidar dos dentinhos das crianças sou a fruta que faz com as pessoas fiquem bonitas, e vivam muitos anos com a pele bem limpinha. Eu sou a melhor não tem conversa!"... A Flor, que também não agüentava mais esperar para falar, ficou em pé e disse: "Pois eu não posso me calar, vocês já perceberam que eu estou em todos os lugares? Nos palácios, nos casebres, nas escolas, nas Igrejas, nos parques onde as crianças gostam de brincar, em todos os jardins, e até nos cemitérios. Não interessa o nome, seja qual for, a Flor é a mais linda de toda vegetação. Sem contar que algumas servem para remédio, isso que é coisa boa!" Mas, quando ninguém esperava, o Moranguinho, por ele ser muito tímido, quase não falava, só ficava na dele. É ai que ele também se colocou em pé e disse: "Mas quem são vocês para dizerem que são os melhoreeees! Pois fiquem sabendo que o melhor aqui sou eu. Olha, eu estou nas festinhas de aniversário, nas feiras livres, nos grandes supermercados, nas casas das pessoas bondosas, e eles me pegam com tanto carinho que me colocam dentro de uma caixinha pra eu não sair rolando que nem uma bola. Ah! E tem outra coisa legal: estou nas pinturas dos lindos panos de cozinha trazendo um agradável ambiente. Que tal, não sou lindo e gostoso?".

Enquanto isso a Laranja e o Limão esperavam ansiosos e disseram: "E nós que somos as frutas que temos vitamina C quando as crianças, e os idosos tomam o nosso suco eles ficam mais tempo sem griparem, ficam mais sadios, o cabelo fica melhor e eles não ficam doentes isso não é tão bom? Sem contar que quanto mais gordinhos nós estivermos, mais lindos estamos. E a nossa cor, como somos lindos, por favor aqui ninguém nunca será melhor que nós!" Naquele exato momento foi entrando aquele que se diz ser o Rei das frutas sabe quem é? O Abacaxi. Isso mesmo, O Abacaxi! Ele diz que é o Rei porque já nasce com uma coroa na cabeça. O Abacaxi foi logo dizendo: "O melhor e mais bonito aqui sou eeeeeu! Olhem todos para mim, vejam que eu sou o Rei olhem para minha coroa? E tem mais, sou gostoso, por onde eu passo deixo o meu cheiro, delicioso, sou usado nas confeitarias para fazer gostosas tortas e bolos, nem adianta, o melhor sou eu mesmo. Sem contar que quem toma suco de Abacaxi faz muito xixi, isso significa que eu também sou remédio, e as pessoas que gostam de mim não ficarão doentes, já pararam pra pensar em tudo isso?" Mas, de um lado estava a Uva tão singela, que nem parecia que ia dizer nada. Quando de repente ela disse: "Bem, eu não queria dizer nada, mas, também tenho que falar. Sendo eu a menor no meio de vocês acho que perdi as esperanças de ser a melhor, também não quero ser a melhor. Mas sei que de mim é feito o vinho para ser usado nas Igrejas no dia da Santa Ceia. As pessoas tomam o vinho do suco de Uva, lembrando da morte e do Sangue de Jesus que limpa o coração das pessoas de todo pecado. Naquele dia eles fazem uma festa na Igreja, cantam e louvam ao Deus Criador. Só eu fui escolhida para esta finalidade. Não gosto de me exibir e dizer que sou mais bonita, ou mais gostosa, mas uma coisa eu sei que tenho um grande valor para Deus. Ele me quer assim e assim serei para sempre".

A Árvore que ouvia tudo atentamente falou outra vez: "Ei, ei... quero dizer que melhor do que nós está o homem que cuida da terra ele mexe a terra para ela ficar fofinha tira os galhos secos das árvores pra ficar com mais vida, rega os canteiros das flores das verduras e das frutas. Mais ainda maior que o homem, é Deus o Criador que em seis dias fez o nosso planeta, e colocou o grande Sol para iluminá-lo durante o dia, a Lua e as Estrelas para iluminar as noites escuras". "Que lindo!!!" Exclamou a Flor. "Agora entendi porque sou bonita e todos gostam de mim. Porque Deus me fez. Ah! Como gostaria de saber mais sobre a Criação de Deus". Naquela hora todos passaram a entender que cada um, Deus criou com uma finalidade, e que ninguém é melhor que o outro.

Assim vamos cuidar do nosso planeta evitando jogar lixo nos rios, nos lagos, nas ruas. Cuidar bem das plantas para salvar o nosso planeta. E Deus vai abençoar você em cuidar do que Ele fez.

(Cante no final da historia alguma música relacionada à Criação do mundo. Ensine o Versículo: No principio criou Deus os Céus e a terra. Gênesis 1. 1)

Texto elaborado por: Neuza Luciano Vieira

domingo, 3 de fevereiro de 2008

A pequena missionária

Paula era uma menina de quem todos gostavam. Transmitia felicidade em todas as horas. Era assim porque tinha Jesus no seu coração. Desde pequena ia a EBD aprender a palavra de Deus. Por ser muito estudiosa e tirar boas notas, ela conseguiu uma bolsa no melhor colégio. Só que na escola existia um grupo de meninas que humilhava Paula, por ela ser pobre. Elas riam de Paula por qualquer motivo e ficavam sempre contando vantagens como: viagens que faziam à Disney, os presentes que ganhavam e outras coisas mais. Mas Paula nem ligava, ficava tranqüila, ela aprendeu na palavra de Deus que quem tem Jesus tem tudo! Por isso mesmo, ela continuava feliz!

O aniversário dela estava chegando e a mãe dela disse pra ela convidar as amigas do colégio poque ia fazer uma festinha pra ela e seria na EBD. Paula gostou da idéia e pensou que seria uma oportunidade pra falar de Jesus ás coleguinhas, pois as tias iam contar histórias com fantoches. Ao chegar no colégio ela convidou as coleguinhas, muitas se animaram pois seria uma coisa diferente. Mas entre elas havia uma menina chamada Cláudia. Era uma menina insuportável, com o nariz sempre empinado pensando que era a tal! Cláudia começou a rir. "- Aniversário na igreja? Que coisa mais cafona!".

Neste dia aconteceu algo... Na hora do recreio o portão sempre ficava fechado, ninguém podia sair. Mas naquele dia, que surpresa! O portão estava aberto, alguém esqueceu de fechar. As meninas, ao ver o portão aberto, saíram correndo. Menos Paula. Ela lembrou dos ensinamentos de seus pais sobre a obediência. As meninas disseram: "- Você é uma bobona! Lá fora tem pipoca, cachorro quente muitas coisa gostosas...". Mas ao sairem correndo não viram um carro que vinha em alta velocidade... O carro pegou em cheio Cláudia! Gritos, choros a maior confusão. Cláudia foi levada pro hospita, ela eatava muito machucada! Paula sentiu desejo de orar por ela e no outro dia foi visitá-la. Quando chegou lá, teve vontade de voltar, pois lembrou que aquela menina zombava muito dela. Lembrou-se então, de que na igreja havia feito um propósito com Deus, ser missionária! Levar a palavra de Deus a todos. Isso foi numa manhã na EBD, quanto a tia orou por ela. Será que aquele propósito foi só num momento de emoção? A palavra de Deus ensina que devemos amar e orar por aqueles que nos perseguem. Paula encheu-se de coragem e entrou . Cláudia levou um susto ao ver Paula bem ali na sua frente, justo aquela menina que ela sempre criticava. Os pais de Cláudia perguntaram por que naquele dia Paula não fugiu do colégio? Paula respondeu: "É porque Jesus mora no meu coração! E quando temos Ele aqui dentro de nós, somos diferentes mesmo sendo crianças". Os pais de Cláudia nunca tinha visto uma garota assim. E também eles nunca tinham ouvido falar de Jesus. As pessoas não se aproximavam deles por serem muito ricos. E aquela menina em sua simplicidade falou-lhes da palavra de Deus.

Paula visitou várias vezes aquela familia, assim o evangelho foi anuciado. Cláudia e seus pais aceitaram a Jesus como seu salvador. Depois deste acontecimento chegou o dia do aniversário de Paula. Foi uma linda festa! E a palavra de Deus foi pregada através de histórias com fantoches e músicas, assim foi lançada a semente de do evangelho em muitos corações. Paula estava muito feliz! O sonho de ser missonária era uma realidade. Não precisou esperar crescer... Era uma missonária na cidade, no colégio e em qualquer lugar que ia.

E você? Já falou de Jesus para seus amiguinhos? Não perca tempo, faça como Paula. A vontade de Deus é que sejamos suas testemunhas em todos os momentos.

Adaptado do Livro: "A Pequena Missonária" - Por Marilda Ferreira de Toledo

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

A ovelhinha teimosa

Um pastor tinha cem ovelhas. Embora tivesse tantas ele gostava de cada uma. Todos os dias ele as conduzia para o campo. O pastor sabia o nome de cada uma das ovelhinhas. E as ovelhinhas conheciam a voz do pastor e o seguia, elas faziam: Méééé,Méééé... Certo dia como de costume saiu com as ovelhinhas. Era uma manhã bem bonita, o pastor levou suas ovelhinas até a montanha. Que beleza! O campo estava tão florido! O pastor sentou-se na grama e começou a cantar uma canção para as ovelhinhas. E como elas gostavam de ouvir a voz suave de seu pastor! As ovelhinhas brincavam, comiam a grama bem verdinha... Depois o pastor as levava para beber água no riacho. Quando começava escurecer o pastor levava as ovelhinhas para o curral, e cuidava com muito amor.

Um dia o pastor estava contando as ovelhas: Uma ,duas, três, quatro ,cinco... Noventa e oito, noventa e nove... Oh! Faltava uma! "Onde estará?Sumiu a ovelhinha! Eu preciso procurá-la". Bem depressa o pastor largou as outras ovelhinhas no curral e saiu para procurar a ovelha perdida. E era justamente aquela ovelhinha mais teimosa, mas desobediente, aquela que mais preocupava o pastor. O pastor entrou pelo mato adentro gritando: "- Ovelhinha Lili! Ovelhinha Lili! Onde você está?". O pastor amava muito aquela ovelhinha! E não podia perdê-la. Longe dali a ovelhinha teimosa procurava o caminho de volta pra casa. Coitadinha! Ela não sabia voltar.

De repente ela ouviu um barulho. Que susto! Era o lobo! Ela começou a chorar! "- Méééé! Méééé!". O pastor ouviu e foi correndo. "- Espere ovelhinha! Já estou chegando vou salvá-la". No momento em que o lobo ia atacar a ovelhinha, o pastor chegou e deu uma cajadada no lobo. Pegou a ovelhinha nos braços, levou-a para junto das outras ovelhas e cuidou de suas feridas. Nunca mais a ovelhinha fugiu! Daí em diante ela foi a ovelhinha mais obediente! Há uma pessoa que se preocupa conosco. É Jesus! Ele nos ama e está sempre pronto a nos socorrer em qualquer situação.

Lucas 15:3 a 7 - Adaptação: Marilda Ferreira de Toledo

O príncipe aleijado

Era uma vez um lindo princípe que tinha cinco anos de idade. Este princípe chamava-se Mefibosete. Que nome comprido para um menino tão pequeno! É quase certo que sua mãe o chamava de nenê. Este nenê morava num lindo palácio. Seu pai era o princípe Jônatas. O avó de Mefibosete chamava-se Saul. Mefibosete brincava o dia todo no jardim do palácio. No palácio havia muitos criados, cozinheiros, zeladores e também uma babá que cuidava de Mefibosete. Ela era muito carinhosa , à noite ela contava histórias até que ele dormisse.

Um dia, o pai e o avó de mefibosete foram à guerra; lutar com uns homens maus... Mas imagine só o que aconteceu! Um dia depois que o papai e o vovô de Mefibosete sairam para guerra, chegou um homem correndo no palácio disse á babá:

- Depressa! Depressa! Pegue o menino e fuja. Os homens maus mataram Jônatas e Saul e estão vindo pra matar o princípe!

Como a babá ficou assustada! Pegou Mefibosete, e saiu correndo do palácio! Queria levar o princípe para um lugar seguro! Como ela estava correndo, não viu uma pedra e PLAF! Caiu com Mefibosete, pobrezinho! Mefibosete chorava porque doía o pé. A babá levantou e continuou correndo. Por fim chegaram na casa de uns amigos. Agora sim aqueles homens maus não podiam fazer nada a Mefibosete. Mas, coitadinho de Mefibosete, quando queria andar o pé doía muito.

Os anos se passaram e ele se tornou um homem. O pé continuou tendo problemas. Posso dizer-lhes que quando andava ele mancava. Imaginem como era dificíl andar! E ele que também não podia trabalhar. Mas um dia aconteceu uma coisa muito bonita. No país de Mefibosete havia um rei muito bom. Esse rei chamava Davi. Embora o rei Davi e o pai de Mefibosete tivessem sido bons amigos, ele não sabia de nada disso. Certo dia, o rei se lembrou do amigo Jônatas. Pensando nele veio-lhe uma idéia. O rei chamou um de seus empregados e perguntou:

- Sabe você se meu amigo Jônatas tinha algum filho?

O empregado então contou ao rei que sim. Jônatas tinha um filho que se chamava Mefibosete. Contou-lhe também que ele não podia andar direito por ser aleijado.
- Procure o filho de meu amigo e traga-o ao palácio - ordenou o rei.

Assim Mefibosete arrastando a perna chegou ao palácio. Ia ver Davi. Pobre Mefibosete! Como estava com vergonha! Aproximou-se do rei Davi e o cumprimentou com reverência.

- Não tenha medo Mefibosete! - disse o rei Davi - Não vou lhe fazer nenhum mal. Teu pai e eu éramos muito amigos. Tu passarás a morar no palácio e comerás comigo todos os dias.

Vocês podem imaginar o quanto Mefibosete ficou contente? Mas havia uma pessoa que estava mais contente que Mefibosete e Davi. Era o Papai do céu. E Davi demonstrou sua gratidão para com Mefibosete, ele ajudou o filho de seu melhor amigo. E você amiguinho, já ajudou alguém? Algum coleguinha? A mamãe e o papai? Devemos ser bondosos para com os outros. O Papai do céu fica feliz! Você sabia que Jesus é o nosso melhor amigo? E Ele está sempre pronto a nos ajudar!

Adaptado por: Marilda Ferreira de Toledo